Aviação na Índia vive expansão acentuada e instiga Airbus e Boeing

Com uma população estimada em pouco mais de 1,3 bilhão de pessoas e uma área total de 3,3 milhões de quilômetros quadrados, a Índia naturalmente se tornaria um mercado gigante para a aviação comercial.

Mesmo que tenha demorado para ver isso acontecer, muito em função da infraestrutura deficiente e das condições precárias da população, o país vive um momento de crescimento acentuado no transporte aéreo. E ele deve prosperar por vários anos.

Hoje, a Índia já é o terceiro maior mercado doméstico de aviação comercial. Só fica atrás de Estados Unidos e China. Nos últimos anos ultrapassou Austrália, Japão, Brasil e China.

Segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), a demanda no país acumulou, em junho deste ano, 34 meses seguidos de crescimento na casa de dois dígitos. Só em 2016, o número de passageiros transportados aumentou 23,7% em relação ao ano anterior.

É interessante notar que 60% da aviação doméstica na Índia pertence às companhias aéreas low cost. Só a IndiGo responde por 40% de todo o mercado interno.

Airbus x Boeing

Com tantos números favoráveis, as fabricantes de aeronaves lutam para acompanhar esse momento e vender o máximo possível, principalmente equipamentos de corredor único, os motores das empresas de baixo custo.

“O aumento no número de passageiros combinado com câmbio favorável, preço baixo do combustível e altas taxas de ocupação são bons sinais para o mercado da aviação na Índia, especialmente para empresas low cost.”
Dinesh Keskar, vice-presidente da Boeing para Ásia-Pacífico e Índia.

Segundo a Boeing, esse segmento na Índia vai precisar de 1.780 novos aviões entre 2017 e 2036, com valores totais girando na casa dos US$ 195 bilhões. Por isso, trava com a Airbus um duelo particular.

A fabricante europeia, por exemplo, tem na carteira a venda de 410 unidades do A320neo para a IndiGo – 22 já foram entregues. A GoAir encomendou outros 144 aviões do modelo.

Por sua vez, a Boeing vendeu 142 737 MAX para a SpiceJet. Sem contar 75 aeronaves do modelo para a Jet Airways. As empresas devem começar a receber em breve os primeiros 737 MAX.

Mais que esses grandes contratos, as fabricantes buscam também as empresas menores, que também estão em crescimento. E ficam atentas a novas companhias que devem surgir para atender a demanda dos próximos anos.

SpiceJet encomendou 142 Boeing 737 MAX (Foto: Divulgação/Boeing)
SpiceJet encomendou 142 Boeing 737 MAX (Foto: Divulgação/Boeing)

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