Embraer ERJ145 ainda tem espaço na aviação regional dos EUA

A CommutAir, companhia aérea regional dos Estados Unidos que opera sob a marca da United Express, anunciou nesta quinta-feira (3) que vai adicionar 21 jatos Embraer ERJ145 à frota.

O acordo com a United prevê um total de 61 aeronaves do modelo até o final de 2019. Hoje, a CommutAir opera com dez ERJ145 – o restante da frota é composto por aviões turboélices.

Essa aposta da CommutAir e da United mostra que ainda há espaço no mercado regional para jatos com capacidade para 50 passageiros, mesmo que a força desse segmento tenha declinado a partir do início desta década.

Segundo dados da FlightGlobal FleetsAnalyzer, esse mercado chegou a operar 1.613 aeronaves ao mesmo tempo ao redor do mundo. Ao final de 2016, eram 1.010.

O Embraer ERJ145 é um dos protagonistas do segmento de 50 assentos. A aeronave que completou 20 anos de operação comercial em 2017 ainda é base para diversas companhias aéreas regionais no mundo, especialmente nos Estados Unidos.

A particularidade do mercado americano, com empresas regionais operando para alimentar as grandes companhias, ajuda nessa sobrevida do ERJ145. O avião voa, por exemplo, com as marcas da United, Delta e American.

“As operações de curta duração podem demandar turboélices, mas a produtividade de jatos é fundamental no sistema aéreo americano por causa da eficiência operacional e a compatibilidade com jatos maiores.”
Paulo Cesar de Souza e Silva, Presidente e CEO da Embraer, para a Aircraft Commerce Magazine.

São mais de 300 aeronaves, sendo a maioria pertencente a empresas que operam para as grandes, como a CommutAir.

Novos mercados para o Embraer ERJ145

Mesmo que resista por mais alguns anos nos Estados Unidos, a tendência é que os jatos para 50 passageiros sejam direcionados para mercados menores, mas em crescimento, como a África.

Hoje, 17 companhias do continente operam o ERJ145, totalizando 30 aeronaves. Número que deve aumentar nos próximos anos.

“A demanda será absorvida por aeronaves usadas em mercados secundários, como em mercados emergentes, onde aviões menores são fundamentais para o desenvolvimento da aviação regional e para melhorar a conectividade.”
Paulo Cesar de Souza e Silva.

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