Abear acredita em 2017 positivo, mas “não espetacular”

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) espera que o segmento da aviação comercial feche 2017 com números positivos, mas não suficientes para comemorar.

A demanda em junho avançou 1,96% em relação ao mesmo mês do ano passado, atingindo quatro meses consecutivos de alta. Resultado que veio depois de 19 meses de retração.

No acumulado do primeiro semestre, o crescimento foi de 1,06%.

“Devemos terminar o ano com número positivo, mas não vai ser nenhum espetáculo. As empresas estão conscientes em manter a oferta alinhada com os custos e o comportamento do consumidor. Os números internacionais são mais expressivos.”
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.

Demanda do setor

Segundo a entidade, a ação mais urgente e acessível para que o mercado da aviação comercial no Brasil avance de fato é equalização do ICMS que incide sobre o querosene de aviação. Só o combustível foi responsável por 25,5% da despesa das aéreas em 2016.

Há um projeto que tramita no Senado que limita a 12% o imposto. Hoje, cada estado estipula uma alíquota. Em São Paulo, por exemplo, ICMS acresce 25% ao valor do combustível.

“É possível o Senado aprovar o projeto. E assumimos o compromisso público de acrescentar 70 voos diários, quase 1,5 mil voos mensais. O impacto na economia desses voos praticamente compensaria a redução do imposto.”
Eduardo Sanovicz.

O projeto já passou por votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa e ainda precisa ser colocado na pauta do plenário para que ocorra a votação.

Gustavo Ribeiro
Fundador e editor-chefe do AviaçãoJor.

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