Airbus passa Boeing após vender 140 aviões para a China

O primeiro semestre de 2017 parecia mais favorável à Boeing, mas o anúncio da venda de 140 aeronaves para a China Aviation Supplies Holding Company (CAS), estatal chinesa de leasing, recolocou a Airbus na liderança.

Mal as fabricantes haviam fechado o balanço de vendas e entregas do primeiro semestre, que apontava a norte-americana à frente, a assinatura do contrato, que teve a presença da chanceler alemã, Angela Merkel, fez a europeia virar o jogo.

Até o fim de junho, a Boeing havia recebido compras para 361 aviões. A Airbus, por sua vez, tinha registrado 248 encomendas. Diante do acordo com a empresa chinesa, a empresa europeia agora tem 388 aeronaves na carteira neste ano.

“A China é hoje um mercados mais importantes do mundo para a aviação, e nós temos a honra de dar suporte ao desenvolvimento e ao rápido crescimento da aviação civil na China com nosso portfólio competitivo de produtos.”
Tom Enders, CEO da Airbus.

Desses 140 aviões encomendados pela CAS, 100 são da família A320, de corredor único. O restante compreende os A350.

Airbus e o MAX 10

Apesar dessa repentina virada de jogo, o ano da Boeing segue positivo. A fabricante norte-americana entregou mais aeronaves no primeiro semestre: 352 contra 306 da Airbus.

Além disso, a Boeing tem boas expectativas para os próximos meses, especialmente após o lançamento oficial do Boeing 737 MAX 10 em junho durante a Paris Air Show.
A resposta para o avião foi positiva, com 361 encomendas – 214 delas conversões de compras de outras aeronaves da família MAX.

Gustavo Ribeiro
Fundador e editor-chefe do AviaçãoJor.

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