Latam não se anima com aumento da demanda internacional

O crescimento de 11,1% da demanda no segmento internacional de janeiro a maio de 2017 em comparação com o mesmo período do ano passado, apontado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), não anima a Latam Brasil.

A empresa, que tem feito ajustes na malha aérea desde o ano passado, cortando inclusive 26% da oferta de voos entre o Brasil e os Estados Unidos, não pretende fazer alterações significativas nas rotas internacionais para acompanhar esse aumento na demanda.

“A empresa ainda não vislumbra que a retomada da demanda seja sustentável.”
Latam Brasil, via assessoria de imprensa.

Todos os movimentos que a Latam Brasil têm feito no segmento internacional são pontuais, direcionando recursos para a manutenção de rotas mais rentáveis, aumento de frequências durante a alta temporada e ampliação de conectividade em mercados importantes.

O aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por exemplo, é um ponto-chave na estratégia atual. No último domingo (2), a companhia iniciou a disponibilidade de três voos semanais para Orlando. E a partir de outubro vai voar para Lima, no Peru, quatro vezes na semana – estes voos serão operados pela Latam Peru.

“A iniciativa reflete a nossa atenção permanente às oportunidades para ampliar a conectividade no Galeão e para oferecer, sempre que possível, um serviço único e mais conveniente para todos os passageiros.”
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

Para encarar a desaceleração econômica no país, a empresa cancelou alguns destinos saindo de Guarulhos, como Toronto, no Canadá, e Cancún, no México. As rotas entre Brasília-Orlando e Manaus-Miami também deixaram de existir.

Gustavo Ribeiro
Fundador e editor-chefe do AviaçãoJor.

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